Para a segunda postagem, entrevistei as Psicólogas Andrea Sternadt e Patrícia Guillon Ribeiro, ambas referência na Terapia Infantil em Curitiba.
Cris: Por que atender crianças? Quando a Terapia Infantil é indicada?
Cris: Por que atender crianças? Quando a Terapia Infantil é indicada?
Resposta: Atender crianças serve para prevenir sintomas e dificuldades futuras e para diminuir ou sanar as dificuldades que as crianças têm ao crescer, pois mesmo o crescimento normal, nem sempre é fácil.
Indicações: quando
existe desconforto da criança, havendo ou não algum sintoma mais
claro, bem como quando o desconforto é da família ou da escola ou
quando existem todas essas situações simultaneamente. Ou seja,
basicamente, quando a criança está com dificuldade de
relacionamento com o mundo.
Exemplo: dificuldade
de habilidades sociais (como saber dizer não quando necessário,
aprender a cooperar, saber fazer amizades) para que possa ficar menos
triste ou ansiosa. Quando são melhoradas as habilidades sociais,
muitas vezes os sintomas tendem a ceder. Para diversos transtornos a
Terapia Infantil é indicada, como ansiedade, depressão, déficit de
atenção/hiperatividade (TDAH)...
Cris: Quando escolher
Análise do Comportamento? O que ela faz de diferente das outras
terapias?
Resposta: A análise do
comportamento vai focar no “aqui e no agora”, ou seja, no que
está acontecendo, quando está acontecendo e para que aquele sintoma
está presente na vida da criança. A gente olha o histórico, avalia
a história pregressa, do desenvolvimento, mas focalizamos na mudança
atual, no que for preciso mudar para que a criança tenha mais bem
estar, e a família e a escola também. Dá para dizer que é uma
terapia bem prática, pois vai direto ao ponto.
A grande diferença
é a própria “praticidade”, olhar o que está acontecendo e já
buscar uma saída, diminuindo com isso o sofrimento de todos.
Cris: Conte-nos sobre o
trabalho estudado e desenvolvido por vocês na Terapia Infantil.
Resposta: A nossa experiência se dá através de mais de 20 anos de experiência
prática para cada uma. Eu (Andrea) fui professora universitária e a Patrícia
continua na academia, como professora do curso de Psicologia da
PUC-PR, desenvolvendo pesquisas nessa área.
Tanto na minha
experiência (Andrea) quanto na da Patrícia, nunca foi possível dissociar a
teoria da prática. Sempre o conhecimento técnico direcionou a
prática. A gente entende que a criança é resultado do que ela
vive. Ela tem as características próprias, mas sempre na
inter-relação com o meio ambiente (escola, família, sociedade).
Nunca se pode analisar a criança dissociada de todas essas áreas.
Cris: A culpa dos
sintomas é dos pais?
Resposta: Essa é uma questão
que os pais sempre trazem, pois a sociedade coloca muita
responsabilidade (talvez até excessiva) sobre os pais, como se as
crianças fossem uma “tabula rasa”, uma folha em branco, onde
tudo o que os pais fizessem fosse imprimido nessa folha.
Entendemos que
desded pequenininhos, há uma corresponsabilidade, proporcional a
cada idade, então, uma criançaa com 2-3 anos, quando age
inadequadamente, mesmo que não compreenda totalmente o que está
fazendo, ela já é responsável, em parte, pelo que está fazendo.
Por isso é que atendemos as crianças, e conjuntamente fazemos
orientação aos pais. Cada um assume a sua responsabilidade e é
buscado uma saída com cada um.
Cris: Agradeço bastante, Patrícia e Andrea, por esclarecer um pouco sobre um tópico que é tão importante, que deixa tantos pais angustiados. Acredito que a falta de informações gere preconceito, afastando crianças do tratamento, crianças que poderiam ter uma qualidade de vida melhora através dele. Queria parabenizar também pela escolha da receita do bolo de gelatina, que ficou, além de delicioso, com um visual muito atraente para adultos e crianças.
Saiba mais sobre Terapia Infantil, ansiedade infantil e sobre o curso ministrado na área pelas entrevistadas.
Cris: Agradeço bastante, Patrícia e Andrea, por esclarecer um pouco sobre um tópico que é tão importante, que deixa tantos pais angustiados. Acredito que a falta de informações gere preconceito, afastando crianças do tratamento, crianças que poderiam ter uma qualidade de vida melhora através dele. Queria parabenizar também pela escolha da receita do bolo de gelatina, que ficou, além de delicioso, com um visual muito atraente para adultos e crianças.
Saiba mais sobre Terapia Infantil, ansiedade infantil e sobre o curso ministrado na área pelas entrevistadas.

